A Palavra e a fé que se pode provar · Aula 1
A luz que sempre foi rejeitada
João 1:9-13"Estava Ele no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dEle, e o mundo não O conheceu. Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam. Mas, a todos quantos O receberam, aos que crêem no Seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus."
João 1:10-12
O Prefácio das Crenças Fundamentais não começa por uma doutrina. Começa por um fato incômodo: ao longo dos séculos, a verdade sofreu triste desprezo nas mãos de seus próprios mantenedores. Quem deveria guardá-la foi quem a rejeitou.
O mesmo enredo, geração após geração
Como a luz e a vida dos homens foi rejeitada pelas autoridades eclesiásticas nos dias de Cristo, assim tem sido rejeitada em todas as gerações subseqüentes. Freqüentemente se tem repetido a história da retirada de Cristo da Judéia. Quando os reformadores pregavam a Palavra de Deus, não tinham idéia nenhuma de separar-se da igreja estabelecida. Porém, os guias religiosos não toleravam a luz, e os que a conduziam eram forçados a buscar outra classe, ansiosa da verdade.
— O Desejado de Todas as Nações, p. 232
Repare no que a citação afirma e no que ela não afirma. Os reformadores não saíram por vontade de sair — não tinham ideia nenhuma de separar-se. A separação veio do outro lado, de quem não tolerava a luz. Essa distinção atravessa todo o livro e explica o próprio nome do Movimento de Reforma.
Os primeiros cristãos
Os primeiros cristãos eram povo peculiar. Sua conduta irrepreensível e fé invariável eram reprovação contínua a perturbar a paz dos pecadores. Ainda que poucos, sem riqueza, posição ou títulos honoríficos, constituíam terror para os malfeitores onde quer que seu caráter e doutrina fossem conhecidos.
— O Grande Conflito, p. 46
Assolados por angústia e pesar, esses cristãos perceberam que o paganismo estava invadindo a igreja. Por algum tempo, buscaram corrigir esses males por dentro — e não obtiveram sucesso. Só depois de conflito longo e tenaz os poucos fiéis decidiram dissolver toda união com a igreja apóstata, caso ela ainda recusasse libertar-se da falsidade e da idolatria.
Para assegurar paz e unidade, estavam prontos a fazer qualquer concessão coerente com a fidelidade para com Deus, mas acharam que mesmo a paz seria comprada demasiado caro com sacrifício dos princípios. Se a unidade só se pudesse conseguir comprometendo a verdade e a justiça, seria preferível que prevalecessem as diferenças e as conseqüentes lutas.
— O Grande Conflito, p. 45
A unidade é um bem — mas não é o bem supremo. Quando o preço da unidade é o sacrifício do princípio, o preço é alto demais. Foi essa conta, e não um gosto por polêmica, que separou os fiéis em cada geração.
A indiferença alarmante
Há indiferença alarmante em relação às doutrinas que são as colunas da fé cristã. Ganha terreno a opinião de que, em última análise, não são de importância vital. Essa degenerescência fortalece as mãos dos agentes de Satanás, de modo que teorias falsas e enganos fatais, que os fiéis dos séculos passados expunham e combatiam com riscos à própria vida, são hoje considerados com favor por milhares que pretendem ser seguidores de Cristo.
— O Grande Conflito, p. 45 e 46
Este é o motivo pelo qual um curso de doutrina existe. A alternativa à doutrina não é a liberdade — é o engano herdado sem exame. Escondidos nas montanhas em terras diferentes, grupos pequenos de cristãos fiéis mantiveram a verdade viva até Deus levantar a Reforma Protestante.
Em que ponto da sua vida você já sentiu a pressão de "comprar a paz" abrindo mão de um princípio bíblico?
Exercícios
1.Segundo o Prefácio, por que os primeiros cristãos fiéis acabaram se separando da igreja apóstata?
2.Os reformadores pregavam a Palavra de Deus já com a intenção declarada de se separar da igreja estabelecida.
